
Escritor português sofria de leucemia crônica
Por quase duas décadas, Saramago viveu em Lanzarote, nas Ilhas Canárias, Espanha. O escritor morreu na sexta-feira, por volta das 8h (horário de Brasília), em casa, onde houve o primeiro velório, na biblioteca, entre seus próprios livros. A Fundação José Saramago informou, num comunicado oficial, que o escritor não resistiu a "uma múltipla falha orgânica (falência múltipla de órgãos), após uma prolongada doença (leucemia crônica). O escritor morreu acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila".
O traslado do caixão foi feito num avião da Força Aérea Portuguesa, e foi acompanhado pela viúva, Pilar del Río, sua filha, a ministra da Cultura de Portugal, amigos, parentes e seu biógrafo. Do aeroporto, o caixão seguiu para o velório na Câmara Municipal de Lisboa.
O governo de Portugal decretou luto de dois dias. O presidente Academia Brasileira de Letras, Marcos Vinicios Vilaça, decretou luto acadêmico e a bandeira brasileira da sede da instituição foi hasteada a meio mastro. A escritora Nélida Piñon foi escolhida para representar a ABL no funeral do escritor.
Autor de obras como "A jangada de pedra", "Memorial do convento" e a polêmica "O evangelho segundo Jesus Cristo", Saramago, que conquistou o Prêmio Nobel de Literatura em 1998, era considerado um dos mais importantes escritores contemporâneos. Seu livro "Ensaio sobre a cegueira" chegou ao cinema, dirigido por Fernando Meirelles.
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