quinta-feira, 26 de maio de 2011

SOFREMOS DE MAIS POR AQUILO QUE É DE MENOS!





Sofrer é como experimentar as inadequações da vida. Elas estão por toda parte. São geradas pelas nossas escolhas, mas também pelos condicionamentos dos quais somos vítimas.

Sofrimento é destino inevitável, porque é fruto do processo que nos torna humanos. O grande desafio é saber identificar o sofrimento que vale a pena ser sofrido.

Perdemos boa parte da vida com sofrimentos desnecessários, resultados de nossos desajustes, precariedades e falta de sabedoria. São os sofrimentos que nascem de nossa acomodação, quando, por força do hábito, nos acostumamos com o que temos de pior em nós mesmos.

Perdemos a oportunidade de saborear a vida só porque não aprendemos a ciência de administrar os problemas que nos afetam. Invertemos a ordem e a importância das coisas. Sofremos demais por aquilo que é de menos. E sofremos de menos por aquilo que seria realmente importante sofrer um pouco mais.

Sofrer é o mesmo que purificar. Só conhecemos verdadeiramente a essência das coisas à medida que as purificamos. O mesmo acontece na nossa vida. Nossos valores mais essenciais só serão conhecidos por nós mesmos se os submetermos ao processo da purificação.

Talvez, assim, descubramos um jeito de reconhecer as realidades que são essenciais em nossa vida. É só desvendarmos e elencarmos os maiores sofrimentos que já enfrentamos e quais foram os frutos que deles nasceram. Nossos maiores sofrimentos, os mais agudos. Por isso se transformam em valores.

O sofrimento parece conferir um selo de qualidade à vida, porque tem o dom de revesti-la de sacralidade, de retirá-la do comum e elevá-la à condição de sacrifício.

Sacrifício e sofrimento são faces de uma mesma realidade. O sofrimento pode ser também reconhecido como sacrifício, e sacrificar é ato de retirar do lugar comum, tornar sagrado, fazer santo. Essa é a mística cristã a respeito do sofrimento humano. Não há nada nesta vida, por mais trágico que possa nos parecer, que não esteja prenhe de motivos e ensinamentos que nos tornarão melhores. Tudo depende da lente que usamos para enxergar o que nos acontece. Tudo depende do que deixaremos demorar em nós.

Tirei esse texto do livro (Quando o sofrimento bater à sua porta,Pe Fábio de Melo )

A GRAÇA DE SER SÓ!


Há pessoas que acham um absurdo o fato de padre não poder casar

Ando pensando no valor de ser só. Talvez seja por causa da grande polêmica que envolveu a vida celibatária nos últimos dias. Interessante como as pessoas ficam querendo arrumar esposas para os padres. Lutam, mesmo que não as tenhamos convocado para tal, para que recebamos o direito de nos casar e constituir família.

Já presenciei discursos inflamados de pessoas que acham um absurdo o fato de padre não poder casar.

Eu também fico indignado, mas de outro modo. Fico indignado quando a sociedade interpreta a vida celibatária como mera restrição da vida sexual. Fico indignado quando vejo as pessoas se perderem em argumentos rasos, limitando uma questão tão complexa ao contexto do "pode ou não pode".

A sexualidade é apenas um detalhe da questão. Castidade é muito mais. Castidade é um elemento que favorece a solidão frutuosa, pois nos coloca diante da possibilidade de fazer da vida uma experiência de doação plena. Digo por mim. Eu não poderia ser um homem casado e levar a vida que levo. Não poderia privar os meus filhos de minha presença para fazer as escolhas que faço. O fato de não me casar, não me priva do amor. Eu o descubro de outros modos. Tenho diante de mim a possibilidade de ser daqueles que precisam de minha presença. Na palavra que digo, na música que canto e no gesto que realizo, o todo de minha condição humana está colocado. É o que tento viver. É o que acredito ser o certo.

Nunca encarei o celibato como restrição. Esta opção de vida não me foi imposta. Ninguém me obrigou a ser padre, e, quando escolhi sê-lo, ninguém me enganou. Eu assumi livremente todas as possibilidades do meu ministério, mas também todos os limites. Não há escolhas humanas que só nos trarão possibilidades. Tudo é tecido a partir dos avessos e dos direitos. É questão de maturidade.

Eu não sou um homem solitário, apenas escolhi ser só. Não vivo lamentando o fato de não me casar. Ao contrário, sou muito feliz sendo quem eu sou e fazendo o que faço. Tenho meus limites, minhas lutas cotidianas para manter a minha fidelidade, mas não faço desta luta uma experiência de lamento. Já caí inúmeras vezes ao longo de minha vida. Não tenho medo das minhas quedas. Elas me humanizaram e me ajudaram a compreender o significado da misericórdia. Eu não sou teórico. Vivo na carne a necessidade de estar em Deus para que minhas esperanças continuem vivas. Eu não sou por acaso. Sou fruto de um processo histórico que me faz perceber as pessoas que posso trazer para dentro do meu coração. Deus me mostra. Ele me indica, por meio de minha sensibilidade, quais são as pessoas que poderão oferecer algum risco para minha castidade. Eu não me refiro somente ao perigo da sexualidade. Eu me refiro também às pessoas que querem me transformar em "propriedade privada". Querem depositar sobre mim o seu universo de carências e necessidades, iludidas de que eu sou o redentor de suas vidas.

Contra a castidade de um padre se peca de diversas formas. É preciso pensar sobre isso. Não se trata de casar ou não. Casamento não resolve os problemas do mundo.

Nem sempre o casamento acaba com a solidão. Vejo casais em locais públicos em profundo estado de solidão. Não trocam palavras nem olhares. Não descobriram a beleza dos detalhes que a castidade sugere. Fizeram sexo de mais, mas amaram de menos. Faltou castidade, encontro frutuoso, amor que não carece de sexo o tempo todo, porque sobrevive de outras formas de carinho.

É por isso que eu continuo aqui, lutando pelo direito de ser só, sem que isso pareça neurose ou imposição que alguém me fez. Da mesma forma que eu continuo lutando para que os casais descubram que o casamento também não é uma imposição. Só se casa aquele que quer. Por isso perguntamos sempre – É de livre e espontânea vontade que o fazeis? – É simples. Castos ou casados, ninguém está livre das obrigações do amor. A fidelidade é o rosto mais sincero de nossas predileções.


Pe. Fábio de Melo

quarta-feira, 25 de maio de 2011

PÁSSAROS SOLITÁRIOS



Do lado de um imenso muro de pedras voava um pássaro, como sempre sozinho, pensando na sua eterna solidão. Do outro lado do mesmo muro outro pássaro também voava e lamentava o seu interminável isolamento.

Mas do alto de uma nuvem, bem acima de qualquer muro, dois anjos observavam a cena. Um dos anjos comentou:

- Veja que maravilha! Que sincronismo de vôo! Isto é o verdadeiro amor.

O outro anjo questionou:

- Será que eles nunca se encontrarão?

O primeiro anjo respondeu:

- É claro que sim. Olhe, lá adiante, o fim do muro. Todo muro tem um fim.

E completou:

- Mas se eles se arriscassem a voar sempre mais alto, acima do muro, poderiam se encontrar hoje mesmo. NO amor é assim pra dar certo precisa voar juntos e olhar juntos na mesma direção.


Autor desconhecido

NUNCA É TARDE PARA APRENDER!



Isso me faz entender a lógica do amor de Deus


Hoje eu senti saudade de ter pai. Vê-lo voltar para casa, observar o seu sorriso tímido, seu cuidado com as pequenas coisas... Senti saudade de ser visto como filho, já que na vida tenho que dar conta de tudo; muitas vezes, sozinho. Ser filho é um jeito interessante de descansar da vida, de depender, de poder perder a hora, de esquecer o compromisso, não cumprir o combinado. É uma forma justificável de realizar pequenas transgressões. A bronca do pai vem sempre depois de tudo isso. Até mesmo das broncas eu tive saudade. Do seu olhar severo me pedindo explicações, repreendendo-me... Quanto amor havia naquelas repreensões! Só eu não sabia ver, só eu não podia enxergar.
 
Tive saudade de vê-lo chegar pelo portão principal com sua velha bicicleta. Um jeito silencioso de andar, de guardar as ferramentas e chamar pelo nome da minha mãe. Chamava por chamar, só para anunciar sua chegada.
 
Eu costumo dizer que minhas principais aulas de Teologia, eu as recebi no interior da minha casa, lá, naquele lugar onde a vida nos permitia recolher pelos cantos da casa os rastros do Sagrado. Deus esteve ali e olhou-me nos olhos do meu pai. Deus esteve ali e comeu junto com a gente uma sopa de macarrão em noites de chuva e frio.
 
Eu me recordo das pequenas alegrias daquele tempo. Somadas, formam uma grande felicidade no dia de hoje. Ainda que tudo fosse tão difícil naquela hora, hoje, distante no tempo, a vida se reveste de novas cores, e o que antes era triste, agora se transforma em saudade feliz.
 
Ter pai é um jeito interessante de ter fé em Deus. Uma fé que não passa pelo horizonte das formulações racionais, mas que nos surpreende com um impacto nos afetos. Uma fé que nos rouba as palavras, as formulações, e que nos coloca na boca um balbucio que diz sem dizer: Eu não sei dizer por que acredito, eu só sei acreditar. Talvez seja por isso, que eu tenha acordado com tanta saudade de ter pai de novo. Talvez eu esteja precisando voltar à fé simples... A fé que não precisa explicar, que não sabe dizer, que sabe esperar... Não saber dizer é um jeito interessante de cultivar a sabedoria. Jeito estranho, mas é.
 
Meu pai era um homem que não sabia dizer muito. Tinha dificuldade com as palavras, e, no entanto, era um homem sábio. A palavra demorava mais tempo na sua boca. Não tinha pressa para dizer nada.
 
Palavra que demora na boca, quando nasce, nasce mais sábia. Aprendi isso com ele. Aprendi também que sempre é tempo de aprender. Ele, por ser tímido, sempre teve dificuldades de demonstrar o seu afeto. Tinha um coração imenso, mas não sabia demonstrar o que sentia. Somente no último ano de sua vida, quando a doença chegou para levá-lo de nós, é que ele se tornou capaz de externar o amor que tinha por cada um dos seus filhos.
 
Meu pai viveu 63 anos. Precisou viver 62 para ter coragem de nos beijar sem receios. Acho isso lindo. No último ano de sua vida, todo o afeto – trancado ao longo de uma vida inteira – veio para fora. Isso me ensina, isso me faz entender a lógica do amor de Deus.
 
Não importa o tempo em que ele não soube amar. O que importa é o tempo em que soube aprender. Deus não se prende ao que a gente não conseguiu. Ele prefere olhar para o que a gente soube realizar!
 
Eu não lamento os 62 anos em que tive o meu pai pela metade. Eu só quero me recordar do último ano de sua vida, e dos dias felizes que ele me proporcionou. Quero é recordar a grande lição que ele me deixou, antes de partir: Nunca é tarde para aprender!

 
Padre Fábio de Melo



terça-feira, 24 de maio de 2011

FIREWORK (FOGOS DE ARTIFÍCIO) KATY PERRY









 

Você já se sentiu

Como um saco de plástico

Voando com o vento

Querendo começar de novo



Você alguma vez já se sentiu

Se sentiu tão frágil

Como um castelo de cartas

A um simples sopro de desmoronar



Você alguma vez já se sentiu

Como se estivesse enterrado

A sete palmos

Você grita, mas parece que ninguém ouve nada



Você sabe que há

Uma chance para você

Pois você tem um brilho

Você só tem que...



Acender a luz

E deixá-la brilhar

Seja o dono da noite

Como o dia da independência

Pois, baby, você é como fogos de artifício

Venha e mostre do que você é capaz

Deixe todos boquiabertos falando "oh, oh, ooooh"

Enquanto você cruza o céu

Baby, você é como fogos de artifício

Venha e deixe as suas cores explodirem

Deixe todos boquiabertos falando "oh, oh, ooooh"

Você vai deixá-los todos supresos, surpresos, surpresos



Você não precisa se sentir

Como um desperdício de espaço

Você é original

Não pode ser substituído



Se você ao menos soubesse

O que o futuro lhe aguarda

Depois do furacão

Vem o arco-íris



Talvez a razão, por quê

Todas as portas se fecharam

Seja pra você poder abrir uma

Que te leverá ao rumo perfeito



Como um relâmpago

O seu coração reluz

E você saberá quando chegar a hora

Você só tem que



Acender a luz

E deixá-la brilhar

Seja o dono da noite

Como o dia da independência

Pois, baby, você é como fogos de artifício

Venha e mostre do que você é capaz

Deixe todos boquiabertos falando "oh, oh, ooooh"

Enquanto você cruza o céu

Baby, você é como fogos de artifício

Venha e deixe as suas cores explodirem

Deixe todos boquiabertos falando "oh, oh, ooooh"

Você vai deixá-los todos supresos, surpresos, surpresos



Bum, bum, bum

Mais brilhante até que a lua, lua, lua

Esse sempre foi você, você, você por dentro

E agora é hora de deixar isso aparecer

Pois, baby, você é como fogos de artifício

Venha e mostre do que você é capaz

Deixe todos boquiabertos falando "oh, oh, ooooh"

Enquanto você cruza o céu

Baby, você é como fogos de artifício

Venha e deixe as suas cores explodirem

Deixe todos boquiabertos falando "oh, oh, ooooh"

Você vai deixá-los todos supresos, surpresos, surpresos



Bum, bum, bum

Mais brilhante até que a lua, lua, lua

Bum, bum, bum

Mais brilhante até que a lua, lua, lua



http://www.vagalume.com.br/katy-perry/firework-traducao.html#ixzz1NGkmWrQ3

"SANGRANDO" HOMENAGEM A GONZAGUINHA






Quando eu soltar a minha voz

Por favor, entenda

Que palavra por palavra

Eis aqui uma pessoa se entregando

Coração na boca, peito aberto

Vou sangrando

São as lutas dessa nossa vida

Que eu estou cantando

Quando eu abrir minha garganta

Essa força tanta

Tudo que você ouvir

Esteja certa

Que estarei vivendo

Veja o brilho dos meus olhos

E o tremor nas minhas mãos

E o meu corpo tão suado

Transbordando toda a raça e emoção

E se eu chorar

E o sal molhar o meu sorriso

Não se espante, cante

Que o teu canto é minha força pra cantar

Quando eu soltar a minha voz

Por favor, entenda

É apenas o meu jeito de dizer o que é amar

E se eu chorar

E o sal molhar o meu sorriso

Não se espante, cante

Que o teu canto é minha força pra cantar

Quando eu soltar a minha voz

Por favor, entenda

É apenas o meu jeito de dizer o que é amar

segunda-feira, 23 de maio de 2011

CONVERSANDO COM DEUS!


Conversando com Deus percebi o quanto eu tinha tudo que sempre quis, o quanto cada gota de lágrimas que derramei valeram a pena.

Conversando com Deus vi o quanto eu era importante para minha família, e o quanto mais ainda eles eram importante para mim.

Conversando com Deus, acreditei mais em meus sonhos, porque ele me mostrou que eles não eram somente meus e sim dele também.

Conversando com Deus eu senti a segurança que eu tanto esperava, eu consegui a garantia que eu sempre acreditará um dia chegar.

Conversando com Deus eu  pude aprender muito mais e ir além do que eu sempre quis.

Conversando com Deus eu voltei a viver, eu voltei a ter o amor próprio, o amor ao próximo e o mais importante ele me fez ver a maldade e que a justiça não cabia a mim.

Conversando com Deus eu sempre estou, porque descobri que ele sim é o meu melhor amigo e com ele e junto a ele estou todos os dias.


Maxsuel S. Oliveira

NUNCA SE ESQUEÇA DE DEUS




1 - 'Deus não escolhe

pessoas capacitadas, Ele capacita os

escolhidos.'

2 - 'Um com Deus é

maioria.'

3 - 'Devemos orar

sempre, não até Deus nos ouvir, mas até que

possamos ouvir a Deus.'

4- 'Nada está fora

do alcance da oração, exceto o que está fora

da vontade de Deus.'

5- 'O mais importante

não é encontrar a pessoa certa, e sim ser

a pessoa certa.'

6 - 'Moisés gastou:

40 anos pensando que era alguém; 40 anos

aprendendo que não era ninguém e 40 anos descobrindo o que Deus

pode fazer com um NINGUÉM.'

7 - 'A fé ri das impossibilidades.'

8 - 'Não confunda

a vontade de DEUS, com a permissão de DEUS.

9 - 'Não diga a DEUS

que você tem um grande problema. Mas diga

ao problema que você tem um grande DEUS.'

DEUS!


Deus do tempo,

Deus do vento.

Deus paterno,

Deus materno.

Deus de Deus...

Deus verdade.

deus mentira.

Deus silêncio,

Deus lamento.

Deus de Deus...

Deus meu,

Deus seu.

Deus de Deus,

Deus dos seus.

PERMANECER EM DEUS



A Palavra de Deus para nós hoje, é uma palavra de permanência, de profundidade. O Verbo permanecer que é muito mais que o verbo estar.

O que é de César, dê a César. O que é de Deus dê a Deus. Isso define um sinal de permanência. Assim como hoje eu tenho a marca do sacerdócio em mim, somos marcados como consagrados a Deus, através dos sacramentos que recebemos, e, por meio deles, recebemos a marca de Deus em nós.

Seguir Jesus é permanecer n'Ele e com Ele. Aos poucos vamos percebendo a ação da graça em nós. Para irmos pregando aquilo que vivemos e vivermos aquilo que pregamos.

Precisamos ter coragem de quebrar as “fachadas” da nossa felicidade, pois Deus não pode trabalhar em fachadas, Ele só pode trabalhar em nosso coração. Precisamos romper com as máscaras. O processo de retirar as máscaras, consiste em retirar, de dentro de nós, todas as falsidades e as hipocrisias que estão em nós.

O seguimento de Jesus exige um continuo arrependimento e reconciliação consigo mesmo, com as pessoas e com Deus.

O selo do divino em nós é a eternidade de Deus semeada em nossos corações. Precisamos semear esta eternidade dentro dos nosso corações, tendo como referencial Jesus Cristo, Ele que é o "manso o humilde de coração".

Nos relatos evangélicos, podemos identificar que existem três figuras que quando todo mundo partia, eles sempre estavam presentes, eram eles: Pedro, Tiago e João. Eles estavam presentes, porque eles queriam conhecer a fundo o seu mestre. E para isso, eles fizeram de tudo para estabelecer uma intimidade com o Senhor.

Ninguém pode nos aflingir quando reconhecemos as nossas fraquezas, às nossas dificuldades, e corremos atrás, para que, essas dificuldades não sejam determinantes em nossa vida. Descubra os seus grandes limites e comece a trabalhar a partir dele.

O DIREITO DE SER FRÁGIL!


Por medo perdemos o direito de chorar.Não é possível falar de crescimento humano se antes não falarmos de reconhecimento dos nossos limites. O bom treinador é aquele que vai saber salientar a qualidade do atleta, mas, sobretudo, vai saber encaminhá-lo para a superação dos limites. O primeiro passo é reconhecer onde a gente precisa melhorar.

É um grande desafio para todos nós porque, lamentavelmente, as pessoas não estão preparadas para nos educar para a coragem. Pois, muitas vezes os incentivos que nos são dados estão mais voltados para esquecermos as nossas fragilidades. Quando mostramos as nossas fragilidades, há uma série de repreensões diante de nós.

Você já reparou que a gente não deixa a criança chorar? Já reparou que quando o recém-nascido chora, nós fazemos de tudo para calar a boca dele.

Nós, humanos, temos uma dificuldade imensa de lidar com a fragilidade do outro – ainda que seja filho da gente. Nós gostamos é de todo mundo feliz. Não estamos preparados para encarar a fragilidade. Parece que a nossa educação está sempre voltada para nos revestir de uma coragem que nos faz esquecer o limite.

São Paulo nos fala para que o seu espírito não se enchesse de orgulho e vaidade, foi lhe colocado um "espinho na carne".(2Cor 12,1-10). Ter coragem é descobrir onde está a nossa fragilidade e ali trabalhar com um empenho um pouquinho maior. É não desconsiderar o que temos de bom, mas é também colocar atenção naquilo que ainda temos que melhorar. Estamos em processo de feitura. Não estou pronto, eu não sou perfeito, estou sendo feito aos poucos e neste processo aos poucos eu vou descobrindo onde é que dói este espinho.

Para você retirar um espinho, às vezes, é preciso deixar inflamar. É como se o seu corpo dissesse: “Isso não me pertence”. De qualquer jeito, nós temos que tirar aquilo que não nos pertence. Tem algumas inflamações do espírito, da personalidade que tem gente que é tão aborrecida que a gente não pode nem encostar. São aquelas inflamações que se alastram.

E aí é que entra a grande contribuição do Cristianismo, numa proposta antropológica. Deus não quer que você seja um anjinho na terra. Ele quer te mostrar as inflamações para que você lute.

Cara feia, arrogâncias, isso é complexo de inferioridade. Sabe qual é o espinho? O medo, a insegurança. Quanto mais uma pessoa está aperfeiçoada no processo de ser gente, maior é a facilidade de conhecer limites.

A pior ignorância é aquela que finge que sabe! Temos medo de mostrar que não aprendemos, que somos frágeis. Quantas vezes na nossa vida, por medo, perdemos a oportunidade de aprender.

Às vezes, por medo de expor a nossa fragilidade, perdemos o direito de chorar.

Nós somos todos iguais. Nós, padres, somos todos iguais. Não adianta a gente fingir que é forte, ou ficar fingindo que não sente e que não tem medo. Eu não sei se você tem mais de cinco pessoas que conhecem os seus segredos. Pessoas que te enxergam por dentro são raras.

Conversão é isso. É você educar o seu filho para ele poder te contar onde estão os espinhos. O espinho não é o defeito, mas é a seta que nos mostra onde temos que trabalhar para ser melhor.

Há tantas situações que nos deixam com o “coração na boca”. Às vezes, nós colocamos muito mais atenção naquilo que as pessoas estão achando de nós, do que no que nós pensamos de nós mesmos.

Examine-se, você é uma pessoa que consegue levar o outro à cura. Em última instância, o que vai sobrar de nós é a nossa vontade de amar. Vamos descobrir o que hoje em nós está "infeccionado", porque é preciso sangrar, é preciso reconhecer-se frágil.

Padre Fábio de Melo

sexta-feira, 20 de maio de 2011

FLORES!



As flores aparecem! Nós já prevíamos que aquela árvore, tão apagada e sem cor, fosse se revelar. Amar é isso: olhar a árvore (a pessoa) sem flores, sem frutos, aparentemente sem vida e admirá-la. Quem ama admira a árvore, o próximo e não apenas a beleza do colorido, pois já entendeu que a árvore e a pessoa com quem ele convive não estarão o tempo todo na “primavera”.

Quem ama enxerga o que é invisível aos olhos. Quem ama sabe esperar o momento da “florada” sem julgar nem criticar, vendo com os olhos do amor a pessoa que lhe é próxima.

Amar é adubar, admirar e gerar vida a cada dia, enquanto espera. É acreditar e saber que um dia haverá broto, no outro as folhas, nos próximos as flores, e mais na frente, os frutos. É olhar todo o processo de transformação, constante, visível, desestabilizador e que irá mudar tudo ao seu redor. Amar é olhar cada momento de nossa vida com a especialidade própria do momento. Que momento especial você vive hoje? Está sem folhas, flores, frutos ou sua vida está colorida?

O que hoje precisa ser valorizado na sua vida? Uma árvore sem flores tem raiz, tronco, seiva, galhos… Você admira o que já se desenvolveu na sua vida? Ou você especializou o seu olhar para o que não possui?

Muitas vezes, nos distraímos com a aparência e nos esquecemos da raiz. É a raiz que dá os nutrientes para todo o corpo. Qual é a seiva que alimenta você? Você tem buscado nutrir-se com bons livros e com amigos que o constroem? Tem cuidado de sua saúde? É disciplinado nas coisas simples da vida e tem feito uma avaliação de sua vida? Como está sua reflexão sobre o sentido de sua existência?

O sentido da sua vida hoje consiste em buscar ser o melhor, o mais rico? Você vive em busca de prazer, evitando todo sofrimento? Será que a vida se resume nisso? Um dia a árvore será cortada ou morrerá, o que fica é oxigênio que ela purificou, os olhos que ela alegrou, a sombra que abrigou pássaros, amigos, familiares, outras plantas… Se você, hoje, morresse, o que haveria de deixar? Você se percebe como um “purificador de oxigênio” onde vive? A árvore é o pulmão do mundo. E você? Também tem purificado o mundo? Você, hoje, constrói a civilização do amor na sua casa, escola, universidade, trabalho, vizinhança?

Nós precisamos, no encontro com os outros, buscar nutrientes para nossa manutenção, crescimento, florada. O nosso encontro, para dar flores e frutos, precisa ser um contato verdadeiro, profundo, realista e amoroso. Se um encontro da raiz com a terra, de uma pessoa com a outra, pode produzir tudo isso, um encontro com Jesus, a cada dia, pode mudar tudo. Porque Ele olha para você com o olhar do Amor. Ele é Amor! Um olhar que contempla em você o que [você] ainda não viu. Ele sabe que você faz parte da civilização do amor.

E, depois da primavera, virá o verão, o outono, o inverno, a primavera novamente, outro verão, outro outono… Até vocês completarem bodas de prata ou de ouro. Mas, tendo sempre um encontro a cada dia. Um encontro que gera um homem novo para um mundo novo. Você irá encontrar-se todos os dias com o outro e será um encontro de amor, pois o Senhor está no meio de nós.

Claudia May Philippi

Com. Aliança Canção Nova

REFLEXÃO!



" o futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos"



... chamar alguém de feio

não te deixa mais bonito;

ficar sem comer não te deixa um palito;

excluir uma pessoa não te torna mais popular;

não são as marcas que vão te rotular;

xingar alguém de gordo não te emagrece;

dizer que uma pessoa é triste não traz felicidade;

falar que alguém é fraco não te fortalece;

dizer que uma pessoa é metida não te traz a humildade;

falar que alguém é insignificante não te engrandece;

dizer que uma pessoa é falsa não te leva à verdade;

dinheiro não compra felicidade;

conhecer muita gente não é o mesmo que ter amigos;

ser famoso é diferente de ser querido;

sexy não é o mesmo que vulgar;

atração é diferente de amar...

A HISTÓRIA DO PATO


Havia um pequeno menino que visitava seus avós em sua fazenda e foi dado a ele um estilingue para brincar no mato.

Ele praticou na floresta, mas nunca conseguia acertar o alvo.

Desanimado, ele voltava para jantar, quando viu o pato de estimação da avó e, em um impulso, acertou a cabeça do pato e matou-o.

Chocado, triste e em pânico, ele escondeu o pato morto na pilha de madeira!

Sally (sua irmã) tinha visto tudo, mas ela não disse nada.

Após o almoço no dia seguinte, a avó disse: "Sally, vamos lavar a louça"

Mas Sally disse: " Vovó, Johnny me disse que queria ajudar na cozinha "

Em seguida, ela sussurrou ao ouvido do irmão: "Lembra-se do pato? '

Assim, Johnny lavou os pratos.

Mais tarde naquele dia, quando vovô perguntou se as crianças queriam ir pescar, a vovó disse "me desculpe, mas eu preciso de Sally para ajudar a fazer o jantar".

Sally apenas sorriu e disse, "eu vou porque Johnny me disse que queria ajudar no jantar". Novamente sussurrou no ouvido do irmão: "lembra-te do pato?"

Então Sally foi pescar e Johnny ficou para ajudar.

Após vários dias de Johnny fazendo o trabalho de Sally, ele finalmente não aguentava mais.

Ele veio com a avó e confessou que tinha matado o pato.

A avó ajoelhou, deu-lhe um abraço e disse:

"Querido, eu sei... eu estava na janela e vi a coisa toda, mas porque eu te amo, eu te perdoei. Eu só estava me perguntando quanto tempo você iria deixar Sally fazer de você um escravo."

Reflita: O que ou quem faz de você escravo hoje?

Não vale a pena..Deus estava na janela e já viu tudo.

UMA DAS GRANDES BÊNÇÃOS DA VIDA

Uma das grandes bênçãos da vida é a experiência em que os anos vividos concedem.

Aniversariar é uma mostra das oportunidades que temos de aprender a contar os nossos dias.

Hoje, mais uma janela se abre diante dos meus olhos, mais um espinho foi retirado da flor, restando somente a beleza de tão bela data.

Os sintomas de felicidade traduzem no otimismo, na fé, na esperança e principalmente no Ágape.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

VIOLÊNCIA NÃO! PAZ SIM!

EU E MEU MELHOR AMIGO!


Ele me ensina que a vida é uma orquestra linda, mas dói...

O meu melhor amigo morreu numa tarde triste de sexta-feira. O sol ainda era quente e o calor era intenso. Morreu de um jeito cruel. Vítima de um sistema político e religioso que não sabia entender que Deus prefere os miseráveis. Morreu porque amou demais; morreu porque não sabia mentir.

O meu melhor amigo não sabia ser indiferente. Viveu o tempo todo recolhendo os que estavam caídos e desacreditados. Ele foi um ser humano inesquecível. Entrava em lugares proibidos e dormia na casa de pessoas abomináveis. Trocou santos por Zaqueu, doutores por Mateus. Não se preocupava com o que os outros estavam achando dele, mas ocupava-se de sua vida como se cada instante vivido fosse o último.

Meu melhor amigo tinha o poder de ser irreverente. Ele olhava nos olhos dos fracassados e lhes restituía a coragem perdida. Segurava nas mãos dos cansados e os convencia que ainda lhes restavam forças para chegar.

O meu melhor amigo era desconcertante. Tinha o dom de confundir os sábios e encantar os simples. Eu, certa vez, também me encantei com ele. Chegou num dia em que eu não sei dizer qual foi. Chegou numa hora em que não sei precisar. Sei que chegou, sei que veio. Entrou pela porta da minha vida e nunca mais o deixei sair. Somos íntimos. Minha fala está presa à dele. Eu o admiro tanto que acabo tendo a pretensão de querer ser como ele. Já me peguei cantando para ele os versos de Tom Jobim: “Não há você sem mim e eu não existo sem você!” Ele sorri quando eu canto.

Meu melhor amigo me ensina a ser humano. Ele me ensina que a vida é uma orquestra linda, mas dói. Ele me ensina a apreciar os acordes tristes... e aí dói menos. A beleza distrai a tristeza. Foi assim que eu assisti à sua morte na Sexta-feira Santa. Eu sabia que era passageira. Era apenas um interlúdio feito de acordes menores, dilacerantes de tão tristes. Meu amigo não sabe ser morto. Ele gosta é de ser vivo, vivente! E é assim que eu entendo a dinâmica da Ressurreição. Quando digo: “Ele está no meio de nós!” eu estou convidando o meu amigo a ser vivo através de mim. Quem ama, de verdade, leva sempre a criatura amada por onde vai. E é assim que o amor vai se tornando concreto no meio de nós. É assim que a vida vai ficando eterna... e a gente vai ressuscitando aos poucos...

Hoje, eu acordei mais feliz. Nada de especial me aconteceu. Apenas me recordei de que meu melhor amigo ainda acredita em mim, apesar de tudo. Eu sou um legítimo representante de sua ressurreição no mundo. Não posso me esquecer disso. As pessoas olham para mim... eu espero que elas não me vejam... eu espero que vejam o meu melhor amigo, em mim

Abraços a todos outros amigos,

Que eu possa refletir ELE em mim...

Ninguém merece ser sozinho ...

É no encontro com o outro que o eu se afirma e se constrói existencialmente

O seu coração sabe disso, porque certamente já experimentou o amargo sabor da solidão. É no encontro com o outro que o eu se afirma e se constrói existencialmente. O outro é o espelho onde o eu se solidifica, se preenche, se encontra e se fortalece para ser o que é. O processo contrário também é verdadeiro, pois nem sempre as pessoas se encontram a partir desta responsabilidade que deveria perpassar as relações humanas.

Você, em sua pouca idade, vive um dos momentos mais belos da vida. Você está experimentando o ponto alto dos relacionamentos humanos, porque a juventude nos possibilita ensaiar o futuro no exercício do presente. Já me explico. Tudo o que você vive hoje será muito importante e determinante para a sua forma de ser amanhã.

Neste momento da vida, você tem a possibilidade de estabelecer vínculos muito diversificados. Família, amigos, grupos de objetivos diversos, namorados e namoradas. Principalmente esses últimos, que não são poucos. Namora-se muito nos dias de hoje, porque as relações humanas estão cada vez mais instáveis e, por isso, menos duradouras. Parece que o amor eterno está em crise.

Que o seu amor não seja único!

Quando paramos para pensar um pouco, chegamos à conclusão de que o problema está justamente na forma como estabelecemos os nossos relacionamentos.

O grande problema é que geralmente investimos todas as nossas cartas naquela pessoa nova que chegou. Ela passa a centralizar a nossa vida, consumindo nosso tempo, nossos afetos, nossos pensamentos e nossas energias. Tudo passa a convergir para ela e, com isso, vamos reduzindo o nosso círculo de relações. O outro vai tomando tanto nossa atenção que, aos poucos, até mesmo a família vai sendo esquecida.

Porém, quando esquecemos de cultivar estes vínculos que até então faziam parte de nós, vamos criando lacunas afetivas dentro do nosso coração. É nesse momento que a confusão acontece, pois todas as necessidades começam a ser preenchidas pela pessoa enamorada.

Com o passar do tempo, ela começa a carregar um fardo muito pesado, pois passou a exercer a função de pai, mãe, irmão e amigo, quando na verdade ela é apenas um namorado, ou namorada.

Cada forma de amor no seu lugar!

Essa relação começará ser muito pesada para ambos. Será fortemente marcada pela dependência, pelas cobranças e pelo ciúme. Ambos passam a viver uma insegurança muito grande, pois nunca sabem ao certo o papel que exercem na vida um do outro. O amor deixa de ser amor e passa a ser sentimento de posse, como se o outro fosse uma propriedade adquirida, pronta para atender todos nossos desejos.

Quando o coração humano identifica esse sentimento de posse, ele tende a se esconder de si mesmo e, conseqüentemente, dos outros. Teme que alguém venha quebrar o encanto, mostrando que não existe nenhuma história de amor e que ambos viraram sapos. E, o pior, acorrentados.

Mas a mudança é sempre possível. Só é preciso que sejamos honestos. Se por acaso você se identificou com esta possessiva e conturbada forma de amar, vale à pena buscar uma ajuda. Comece a canalizar melhor os seus afetos. Não os direcione a uma única pessoa. Tenha amigos, cultive-os. Redescubra sua casa, seus pais, seus irmãos, mesmo que existam problemas entre vocês.

Deixe aflorar os afetos que ficaram adormecidos dentro de você. Não coloque sobre a pessoa que você diz amar a responsabilidade de ser o centro do seu mundo, nem se sinta deixado de lado o dia em que ela disser que não vai lhe ver, porque precisa ficar com a família. É que existem momentos que o colo da mãe é muito mais necessário do que o seu.

É duro de ouvir isso? Pois é, muito mais duro é não compreender!


Pe Fábio de Melo